Para poder criar e manter uma identidade visual consistente para uma marca, é essencial contar com o apoio de um guia. Um manual que auxilie na aplicação correta da marca, e que permita padronizar as utilizações em todos os pontos de contatos com seus públicos.

Isso contempla as coisas óbvias, como logos, elementos gráficos, itens de papelaria, uniformes, frota, rótulos e embalagens. Mas um bom manual de marca ajuda a pensar todas as frentes, como sinalética e sinalização interna, as fachadas e até no próprio “Brand Experience”. Conforme a sua necessidade ou do empreendimento, ele por ter uma maior ou menor complexidade.

Pensando nisso, separamos neste artigo todas as informações que você precisa para montar um manual de marca que seja efetivamente um guia da identidade visual da marca. Continue a leitura e fique por dentro!

O que é manual de marca?

O manual de marca e identidade visual é um documento desenvolvido pelos designers para demonstrar e encaminhar a forma correta de aplicar a imagem da marca em diferentes suportes, como logos, brindes, flyers, uniformes, web e outros.

Esse manual é um guia com todos os dados da marca que fornece todas as especificações, normas, restrições e recomendações fundamentais para utilizar a identidade visual da forma planejada pelos profissionais.

O principal objetivo desse manual é preservar a coerência e estabilidade da comunicação visual de uma empresa, mantendo suas propriedades gráficas, visuais, identificação e reconhecimento, independentemente do lugar onde ela for aplicada.

A construção desse documento técnico faz parte do projeto inicial da identidade visual de toda marca, tendo em vista que ele é que vai encaminhar todos os processos que utilizarem a imagem da empresa.

O manual de marca pode variar de tamanho e complexidade, a depender do porte da empresa e complexidade da imagem que carrega. Esse documento, uma vez produzido, pode transitar tanto por vias digitais, como formato PDF, quanto pode ser impresso. Uma boa opção é contar com os dois modelos.

Qual a importância desse documento?

O manual de marca tem o papel de manter a identidade do seu negócio de forma precisa, fazendo com que seus consumidores a reconheçam facilmente dentro do mercado.

A homogeneidade na aplicação da imagem é essencial para criar uma ligação com o seu público-alvo, colaboradores e fornecedores. Essa consistência também facilita o reconhecimento em qualquer lugar fora do seu local de trabalho, cidade, estado ou até mesmo em outros países.

Na verdade, não importa o porte do seu empreendimento, ele pode e deve ter um guia de identidade visual que direcione seus colaboradores e designers no caminho da utilização correta da sua imagem.

Marcas grandes como Nike, Microsoft e Coca-Cola não nasceram gigantes, elas planejaram seus canais de comunicação. Imagine como seria a aplicação do design dessas empresas se não existisse esse manual? Possivelmente, uma bagunça e, certamente, não seriam reconhecidas da mesma forma.

Um dos benefícios de contar com esse guia corporativo é que você não vai precisar falar repetidamente como a sua identidade deve ser usada, já que todas as informações vão estar nesse documento.

Se o manual de marca for bem feito, ele facilita a criação de todos os materiais da empresa, como cartões de visitas, fachadas, brindes e cartazes, além de auxiliar os seus fornecedores a aplicarem a sua marca corretamente.

O que é necessário para elaborar um manual de marca?

Conhecendo os princípios dessa ferramenta, cabe agora entender como elaborar um manual de marca que esteja de acordo com a sua identidade. Basta seguir esses passos.

Sumário

A depender da complexidade do guia corporativo, talvez seja necessária a criação de um sumário, a fim de facilitar a pesquisa. Se o manual for muito extenso, o uso de índice é indicado.

Por exemplo, o manual usado pela empresa de telefonia Oi tem mais de 100 páginas, imagina achar alguma informação sem um sumário sobre tudo o que está disposto no documento? Levaria tempo desnecessário.

Conceito do logotipo

No guia da identidade visual, a explicação do conceito do logotipo deve ser bem aprofundado. Quando for escrever esse tópico, é essencial falar sobre os elementos chaves. O que ele representa, sua história, como se chegou a ele, assinatura e tagline ou qualquer outros pontos importantes, pois ele é a principal representação da sua empresa.

Ademais disso, nessa etapa o designer deve colocar todas as instruções sobre aplicações que possam ser necessárias. É difícil precisar tudo o que devemos ter em um manual de marca, pois cada organização tem suas peculiaridades, mas estes pontos são padrão:

  • linhas de construção ou grid;
  • elementos estruturais e proporções que ajudaram na construção da marca;
  • aplicação em monocromático (tons de cinza);
  • aplicação PB (ou aplicação a traço) e negativo;
  • diferentes padrão de cores (Pantone, RGB, CMYK, HEXA, 3D, percentuais de cinza);
  • tamanhos mínimos de aplicação (com e sem assinatura);
  • espaçamentos mínimos e distanciamentos em aplicações de layouts
  • aplicação com variação de cores e fundos;
  • aplicações em que são utilizadas somente o logo ou só a tipografia;
  • tipografia principal e tipografias complementares

Paleta de cores

Toda empresa tem as suas cores principais que direcionam o uso de tons em qualquer produto, representação de imagem, embalagens e em tudo o que mais for ligado à imagem do empreendimento.

Mais do que somente planejar as cores do logotipo, esse tópico do seu mapa visual deve explorar tudo o que for relacionado à aplicação delas. Assim, você deve informar a paleta utilizada, as variações permitidas e os códigos RGB, CMYK  e Hexadecimal que cada cor tem.

Tipologia ou tipografia

Nessa parte do manual são especificadas as fontes ou a fonte padrão da marca, que precisa estar presente em todos os projetos gráficos: todos os materiais de papelaria como pastas, cartões de visita e documentos internos, mas também materiais promocionais, como panfletos.

Alguns manuais também apresentam as famílias de fontes secundárias. Isso é útil pois sempre acabamos nos deparando com  alguma situação a fonte principal não possa ser aproveitada. Além disso, nas identidades mais atuais, as fontes secundárias já são definidas de início e são utilizadas por todos, nos textos, documentos, apresentações, emails e tudo mais que sai da empresa. Desta forma se reforça muito mais, a identidade visual que se quer construir.

Estilo fotográfico

Para deixar um manual de marca mais completo, o designer pode incluir a direção de arte fotográfica que a empresa deve seguir na comunicação visual. Colocando de forma mais simples, é uma determinação do estilo das fotografias e imagens que a empresa vai usar. Por exemplo, se os colaboradores forem publicar uma fotografia ou usar imagens de bancos on-line, eles devem seguir as especificações que constam no guia.

Estilo de vídeo ou animação

Assim como as fotografias, as imagens animadas, vídeos, gif e outros, devem obedecer a todas as normas que constam no manual.

Tanto fotografias quanto vídeos aparecem normalmente em guias de grandes empresas. Entretanto, planejar como escolher o seu material é o ideal para manter as mídias escolhidas de acordo com a imagem que deseja transmitir aos consumidores.

Restrições de aplicação

Além das normas de aplicação, também é necessário em manuais de identidade visual apresentar os principais erros que podem, ou na realidade, não podem ser cometidos.

Nesse tópico, o guia mostra algumas falhas que devem ser evitadas, como distorção do logo, uso incorreto das cores ou tipografia, uso de imagens ou vídeos que não condizem com a empresa, aplicação em fundos proibidos, etc.

Tom de voz da marca

Uma característica importante de um empreendimento é a forma como se expressa para o público, seja por canais digitais, seja por folhetos e pastas.

Trata-se da forma como se conversa com os consumidores, isto é, qual o tom de voz que vai ser utilizado pela marca para transmitir os valores e posicionamento. Ter isso definido no guia ajuda os colaboradores a conversarem com os clientes. Se você desejar saber mais sobre tom de voz veja este artigo sobe isso já escrevemos aqui no blog.

Peças institucionais

Esse tópico é um dos últimos a serem elaborados no manual de marca. Nele, é pensada a apresentação do negócio, isto é, como é o seu rosto dentro do mercado.

Nessa etapa, é estabelecida a papelaria utilizada (tipo de papel, formato, acabamento, cartão de visita, envelopes, etc.) e a apresentação virtual, como e-mail, apresentação em slides, site institucional, entre outros.

Uma última dica que deixamos é contar com empresas de confiança e que já tenham comprovada experiência em  desenvolver manuais.  Como vimos neste artigo, este documento é essencial para padronizar a sua comunicação visual, então você Não quer alguém “treinando” com uma coisa tão importante para seu negócio né? Saiba que nós, da Pontodesign, podemos auxiliá-lo nessa tarefa!

Agora você sabe o que é manual de marca, o papel dele na comunicação de uma empresa e os tópicos a serem pensado durante sua elaboração.

Que tal começar agora mesmo a desenvolver o seu manual? Entre em contato conosco!