A maioria das pessoas não tem a menor ideia do que arquétipos tem a ver com branding e marketing, mas sem problemas. Vamos explicar isso direitinho.

Mas antes, vamos ser sinceros? Você não quer apenas que as pessoas vejam o que faz, não é? Claro, está interessado em obter o máximo de visualizações e leads, mas o objetivo é sempre mais. Você quer ter um significado na vida das pessoas, quer que elas considerem a sua marca de uma maneira diferente. Quer se posicionar na mente deles e que quando olharem qualquer menção à sua empresa, pensem: eu gosto dessa companhia.

Para isso, é importante que o seu negócio se destaque e, mais do que isso, é preciso que a imagem dele tenha características que se relacionem com os valores e com clientes. É basicamente disso que estamos falando quando pensamos em arquétipo de marca.

Se você é dos que nunca tinha ouvido falar, manda ver na leitura. Neste texto, vamos contar tudo o que você precisa saber sobre esse assunto e como ele pode ser fundamental para a imagem da sua marca. Confira!

O que é o arquétipo de marca?

A teoria base para os arquétipos de marca não é um conceito novo. Na verdade, muitas décadas atrás, Carl Jung, um dos grandes nomes da psicologia revolucionou a forma como enxergamos a nossa relação com o inconsciente e a nossa identificação com o mundo.

Depois, em 1949, com o seu livro “Herói de Mil Faces”, Joseph Campbell conseguiu direcionar esse conceito para as produções midiáticas, mostrando que tudo aquilo que achamos que é novo em uma história, na verdade, é só uma repetição mais elaborada ou uma recontagem diferente, do mesmo enredo.

Portanto, a ideia de arquétipo não é algo exclusivamente do marketing. Então, como podemos defini-lo? Essencialmente, ele representa a junção, ao de imagens e temas comuns da sociedade. Nos estudos de Jung e, posteriormente, Campbell, descobriu-se que esse material é manifestado em nosso inconsciente coletivo. Logo, todos temos esses ideais dentro de nós e conseguimos reconhecê-los quando vimos em outros lugares.

O marketing e os arquétipos

É interessante saber que Carl Jung notou que esses arquétipos representavam mais do que imagens ideais de vida ou da conduta humana, eles também são os nossos princípios básicos de motivação.

O que aconteceu foi que, a partir dos anos 1980, surgiram alguns estudos que tentavam aproximar o marketing da ciência, um braço de estudos chamado de neuromarketing. Essa linha de pesquisa tentou entender como o nosso cérebro reagia, o que realmente causava efeito quando o assunto era propaganda e boa parte dos estudos tiveram como foco, as teorias dos arquétipos de Jung.

Qual é a importância do arquétipo para a marca?

Como vimos, o arquétipo tem relação direta com os nossos ideais e, mais do que isso, eles estão associados às formas em que a humanidade enxerga o mundo. Só por essas características, fica claro a importância de conhecer e utilizá-los.

Porém, além disso, esses modelos do arquétipo, quando reconhecidos pelo nosso cérebro, influenciam nossas emoções e, consequentemente, as nossas decisões. Quando estamos falando de marca, o seu uso precisa ir além. Não se pode utilizar todos os arquétipos, é necessário juntar o conhecimento de cada tipo e o que se sabe sobre o seu público-alvo para ter um resultado efetivo.

Usando essas duas estratégias é possível tornar a sua marca visível para o mercado, real para os seus consumidores e definir um tom de voz que se relacione e que seja reconhecido. Dessa forma, o seu negócio passa a ter uma personalidade clara e consegue gerar engajamento.

Quais são os principais tipos de perfis de arquétipos?

No total, Carl Jung definiu 12 tipos de arquétipos (o inocente, o sábio, o herói, o explorador, o fora da lei, o mago, o amante, o cara comum, o cuidador, o bobo, o criador e o governante). Neste tópico, para que você possa conhecer como funcionam esses ideais, separamos cinco exemplos, mas se desejar conhecer todos, com um pouco mais de profundidade, recomendamos este artigo da SemRush.

O rebelde

Esse é um arquétipo utilizado por marcas que querem dar a sensação de que aquilo que oferecem é para pessoas que desafiam o status quo. Geralmente, a publicidade é focada em adolescentes e homens de meia idade.

De fato, esse ideal tem realmente a característica de ser diferente. É a pessoa que está fora das regras sociais e que tem seus próprios valores, não medindo esforços para fazer aquilo que acredita.

Por outro lado, como ponto negativo tem uma tendência à carência e quer chamar a atenção a todo o custo, por isso, muitas vezes, faz as coisas com o objetivo de chocar.

O cara comum

Esse ideal é destinado às marcas que procuram criar uma sensação de pertencimento. É o arquétipo da conexão, dos relacionamentos pessoais. Geralmente, as campanhas são voltadas para criar essa ideia de comunidade e não de individualidade.

Logo, é uma pessoa que não quer se colocar em destaque, e sim fazer parte de algo muito maior. Então, as campanhas têm o objetivo de unir o público em torno de um mesmo objetivo.

O herói

Para segmentos focados em desempenho, o arquétipo do herói é uma boa opção. Esse é o indivíduo que está sempre correndo atrás de seus objetivos e não mede esforços para conquistá-los. Ele tem essa ideia de que precisa vencer e se superar, e tenta sempre ser o mais corajoso e competente. É uma pessoa ágil, forte e dinâmica.

Um exemplo de marca que utiliza bastante esse arquétipo é a Nike. Observe como as propagandas deles sempre têm esportistas superando seus obstáculos. A narrativa das publicidades sempre conta uma história desse personagem, mostrando os seus momentos de vulnerabilidade e como ele superou.

O criador

Criatividade talvez seja a palavra que mais define esse arquétipo. Ele é o cara que preza pela inovação e tem tendência a gostar de arte, inclusive, tem talento para isso. Esse indivíduo cria soluções e não se contenta com a média. É um arquétipo bastante usado por marcas que têm relação com arte ou trabalhos criativos, como as que vendem materiais para pintura, decoração, design gráfico, entre outros.

O explorador

Podemos dizer que esse arquétipo junta as características de dois outros: o herói e o criativo. Ele é corajoso, inquieto, independente e sempre quer viver novas experiências. Está sempre em busca do novo e não tem medo dos riscos. Ele também dá mais valor para a jornada do que exatamente o destino. Geralmente, é associado à geração Y.

Ao longo deste texto, mostramos o que é e qual é a importância do arquétipo de marca. Destacamos que conhecer essa teoria é fundamental para criar uma voz para o seu negócio, gerando reconhecimento e melhor engajamento por parte de seus consumidores.

Gostou do nosso post? Quer continuar aprendendo? Então, acesse agora nosso outro texto sobre arquitetura da marca!